quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Mandriva: A união franco brasileira


O Mandriva surgiu da fusão entre o Mandrake (francesa) com o Conectiva (brasileira), ambas baseadas em Red Hat.

O Conectiva foi a primeira distribuição Linux nacional  e por muito tempo foi uma das mais usadas por aqui, atendendo tanto usuários domésticos, quanto empresas. A primeira versão do Conectiva Linux foi lançado em 1997.
O Mandrake começou de uma forma modesta, como uma versão modificada do Red Hat, lançada em julho de 1998, cuja principal modificação foi a inclusão do KDE (ainda na versão 1.0). O KDE e o Gnome são os dois ambientes gráficos mais usados no Linux, dividindo a preferência dos usuários e das distribuições. Ambos rodam sobre o X, usando os recursos oferecidos por ele. O "X" cuida do acesso à placa de vídeo, teclado, mouse e outras funções "base", enquanto o KDE ou Gnome cuidam da interface que é mostrada a você.

Superando todas as expectativas, o Mandrake conquistou rapidamente um grande número de usuários. A partir de um certo ponto, ele passou a ser desenvolvido de forma independente, sempre com o foco na facilidade de uso. Muita gente começou a usar Linux justamente com o Mandrake 10 e 10.1.
Em 2005 aconteceu a fusão entre o Mandrake e o Conectiva, que deu origem ao atual Mandriva, uma evolução do Mandrake, que passou a ser desenvolvido combinando os esforços das equipes em ambas as distribuições.
O Mandriva é uma das distribuições Linux mais fáceis de usar, desenvolvida com foco no usuário doméstico. O Mandriva foi uma das primeiras distribuições a incluir um instalador gráfico e ferramentas de configuração fáceis de usar, ainda na época em que o Linux estava restrito ao público técnico.

Ele é distribuído em três versões. O Mandriva One é um live-CD, que pode ser também instalado no HD, de maneira muito similar ao Ubuntu Desktop. O One é a versão mais fácil de usar, já incluindo plugins e outros componentes proprietários, e por isso é também a mais usada. Como o espaço é restrito, devido à necessidade de colocar todo o sistema em um único CD, existem versões separadas do Mandriva One com o KDE e com o GNOME.

Em seguida, temos o Mandriva Free (versão que abordo aqui) que corresponde à versão tradicional, onde você dá boot e faz a instalação através do DrakX, o instalador usado desde os tempos do Mandrake. A grande vantagem é que ela inclui um volume muito maior de pacotes (um DVD cheio) e permite que você defina quais componentes quer instalar.

A principal observação com relação ao Mandriva Free é que, como o nome sugere, ele inclui apenas pacotes livres, deixando de fora plugins e codecs, que podem ser adicionados manualmente após a instalação do sistema.

Temos ainda o Mandriva Powerpack, uma versão comercial que se diferencia do Mandriva Free por incluir alguns drivers e aplicativos proprietários (como os drivers para placas Atheros, drivers para placas da nVidia e da ATI, o Acrobat Reader, RealPlayer, alguns codecs e outros componentes adicionais), que não fazem parte do Mandriva Free por não serem open-source. Na verdade, estes componentes podem ser instalados no Mandriva Free através de repositórios adicionais; o fato de eles não serem incluídos nas mídias de instalação é apenas uma forma que a Mandriva encontrou para estimular o uso da versão paga.

Links para Download
http://www.mandriva.com/en/download/

Na página que surgira deve-se escolher qual a versão a ser baixada e em Public Mirror Network o país onde será feito o download ou um país próximo caso não conste na lista.
Fonte: Guia do Hardware

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